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sábado, 7 de novembro de 2009

Eu-zumbi

Camila me lembrou que eu tenho um blog - desatualizado, mas tenho.
Aqui tá frio - menos do que em Milão, Camila (olhei no google). Eu reclamo menos que no ano passado, mas reclamo um pouquinho todos os dias; ou, pelo menos, penso que queria dormir mais, ficar embaixo do edredon forever...
A rotina está um monotonia só. As horas de sono reduzidas e sacrificadas. As olheiras se ousando a aparecer. O sedentarismo imperando. Juro que continuo tomando banho e comendo. Aliás, como mais que outra coisa. Enfim, enfim...
Sem muita pra falar, com muito para fazer, temendo a gripe suína, deixo registrado o meu estado de transe que só deverá melhorar no final do mês.
Há sempre uma recompensa - e é assim que seguimos adiante.

domingo, 18 de outubro de 2009

Frio

Não, não é um tratado sobre o frio. Apenas uma notinha para registrar que o frio oficialmente começou na segunda-feira passada, 12 de outubro - feriado no Brasil e dia normal por aqui. Normal, e frio para completar.
Escrevo porque não quero esquecer de registrar a sensação da segunda passada. Uma sensação nem boa, nem ruim - prova de que nós somos seres adaptáveis. Até gostei de ter tirado um dos casacos do armário.
Segunda temporada de frio, começando numa segunda. E amanhã (segunda segunda) promete: mínima de 2 graus C na hora que eu vou sair de casa, máxima de 13 na hora da volta.
Brrrrrrrrrrr!
PS: Em analogia ao escuro, "O frio é uma sensação bem fria..."! (Piada interna)

sábado, 17 de outubro de 2009

17 de outubro

Hoje é uma daquelas datas especiais (para mim, pelo menos).
Aniversário de vó;
Aniversário de Taís;
Aniversário de Grazi;
Aniversário de formatura.

Liguei para vó, mandei email para Tai, não tinha o contato de Grazi.
Faltou me dar os parabéns pela formatura. Ana lembrou! E mandou um email tão lindo que fez-me pensar, mais-uma-vez-de-novo, que amizade não tem preço.

Sem permissão escrita, publico o item da lista de Ana para hoje (que incluia ligar para vó e para Grazi): "3. Mandar um email pra Fernanda, falando da eterna lembrança daquele vestido vermelho, que foi o traje da formatura dela. Como Fernanda quis estar e esteve tão feliz naquela noite !"

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016 ou É "nóis" na fita!

Sabe aqueles telões transmitindo a CNN ao vivo no saguão de um dos prédios da Universidade?
Ok, não sabe. Eu também não sabia. Mas, tem um por aqui.
Sempre que eu passava pensava no gasto de energia, o telão ali, ligado (mudo!) e todo mundo só passando.
Aí, eu estava passando hoje novamente, 12:45 por aqui. Meu destino era uma reunião às 13 horas. O destaque da CNN era "Rio de Janeiro or Madrid will be chosen soon". Ou seja, já estava pra ser anunciada a cidade que sediará os jogos olímpicos de 2016. Parei. Já tinha mais gente parada. Silêncio. O envelope foi entregue ao - deduzi eu - presidente do Comitê Olímpico Internacional. Ele fez charme antes de abrir. Eu pensando que se a gente levasse iria ser ótimo para a economia, o Rio poderia investir em infra-estrutura, gerar uns empregos, deixar uma herença para o turismo da nação. Egoísticamente pensava que a gente merecia e que Madrid não precisava/merecia tanto quanto a gente.
O velhinho fazendo charme e eu com medo de me atrasar. Mas, tinha que esperar. Ele abriu e leu. Eu esperava a troca da legenda. Trocaram: "The Brazilian city..." Uhu!!!!
Gritei. Mas, não foi só eu, não. A torcida pelo Brasil era grande ali entre os meus colegas americanos. Fiquei feliz, de verdade. Quis ligar pra comentar com todo mundo, quis ver o carnaval que deveria estar acontecendo no Rio por causa da escolha. Na falta de uma dessas alternativas, acabei indo para a reunião mesmo.
Espero que essa oportunidade seja bem aproveitada pelo nosso verde-e-amarelo país. Desejo que o dinheiro não seja desviado, que as pessoas não tirem vantagem, que as obras não atrasem. Desejo que ações sociais tenham lugar garantido na organização do evento, que o ganho seja da maioria, pra valer. E o mesmo desejo para a Copa do mundo de 2014, com direito a jogo em Salvador!
O vídeo que foi usado para promover a candidatura do Rio é muito lindo, o mais lindo de todos. Ele traz o espírito do Brasil que queremos. Que venha Rio 2016 e, junto, um Brasil melhor.

domingo, 16 de agosto de 2009

"A vida dos outros"...

... é a nossa própria vida.
Estou falando do filme alemão que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007. O que me tocou: sempre podemos ser melhores nessa vida... Recomendo.

E, falando em filme, vi também "Amores brutos", mexicano. Por que será que vejo um quê de "Cidade de Deus" em certos filmes estrangeiros? Será que tem a ver com o fato de serem bem dirigidos? Não sei - sou ignorante nesse assunto técnico. Mas, enfim, gostei do filme. Não veria outra vez, porém recomendo para ser visto uma vez só... É incômodo e penso que esse era o objetivo do filme: incomodar. Conseguiu, por isso foi indicado - e ganhou - tantos prêmios, além de ter sido indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2001. Perdeu para "O tigre e o dragão", mas perdeu com classe!

Falando em livros...
Estou ouvindo "Skinny bitch". Isso mesmo, ouvindo. Basta transformar em mp3 e voilá! A viagem de ônibus se transforma em uma leitura ouvida. O livro é sobre dieta, mas sem ser de dieta - divertido, irreverente. É um auto-ajuda diferente, que defende os direitos dos animais. Best seller por aqui.
E, para refrescar a cabeça, LFV, "Comédias para ler na escola". Sensacional - já tinha lido várias crônicas desse livro, mas sempre me divirto com ele. Para curar mau humor, tá indicado: Luís Fernando Veríssimo, via ocular.

sábado, 15 de agosto de 2009

Vida embalada


Uma nova amiga voltou para o Brasil hoje. Taciana, brasileira de Maceió, retada, como todo boa nordestina... Estava fazendo o doutorado sanduíche, passou um ano na América, curtindo a dor e a delícia de viver na "casa" dos outros. Antes de irmos para o almoço da despedida ela passou para deixar "a heranca": comida, itens de cuidado pessoal, etc, etc, etc... E coisas para pegar depois, quando ela voltar para um Congresso.

Fiquei pensando que rapidinho a gente acumula coisas. Cada ida ao supermercado gera um lote de sacolas. Uma ida ao shopping e pum! Mais sacolas. Caixas trazem sapatos, mobílias, acessórios. A nossa vida vem embalada - para o dia-a-dia, pra presente, pra viagem , para lembranças. As fotos ficam em álbuns, que, por sua vez, são guardados em caixas. A tendência agora é guardar as fotos no computador ou em algum mídia - caixinhas modernas, isso sim.
As lágrimas ficam escondidas em algumas embalagens e dizer 'até breve' é sempre assim: apertado, esquisito - como a nossa vida embalada... Mas a gente sempre pode desembalar - fácil não é, mas é possível. Até breve, então, Taci, quando pudermos nos ver em Vitória, Salvador, Maceió, Chapel Hill (Go Heels!), Paris, onde quer que seja. Aí, estaremos embaladas para presente!
"...Tem gente que vem e quer voltar. Tem gente que vai, quer ficar. Tem gente que veio só olhar. Tem gente a sorrir e a chorar... E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem..."

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sous le ciel de Paris..

"Sous le ciel de Paris s'envolve une chanson hum, hum..." (cantada por Yves Montand).
É, as canções nascem sob o céu de Paris...

E podem ser canções saídas das salas e salões do Louvre. O Louvre é musical, teatral, poético. Os prédios em si já são obras de arte. Investimos umas quatro horas para ver uma amostra do que é o museu. Precisa-se morar em Paris um tempo para conhecê-lo - tou bricando, não! É muita coisa pra ver, sentir, aprender, assimilar, admirar... E haja gente! E haja fotos... O lado cômico - sempre tem que ter um - foi a espera da abertura do museu de manhã: senhoras e senhores, uma hora de atraso. Se fosse no Brasil estaria explicado - país sub-desenvolvido, brasileiros... Mas, foi na França, minha gente. Tá bom - foi perdoado porque foi na França.

Almoçamos baguete com patê, sanduíche preparado em casa, claro. Foi assim depois do assalto à mão desarmada no 'almolanche' do primeiro dia. Almoçamos sentados em uma escadaria dentro das dependências do complexo-Louvre; não foi dentro do museu, junto com as obras de arte, não - só para não deixar dúvidas. Mas, a melhor parte foi relaxar os pés cansados no espelho d'água de uma das pirâmides (sugestão de Taci); nem pensei nos micro-organismos que por ali estavam. Ou melhor, pensei, mas não liguei. Pensei no calor, na dor nos pés, no frescor de sentir a água gelada - deixei-me ser uma boa turista.

O próximo destino estava ali perto: o Jardin des Tuileries, que liga o Louvre a Place de la Concorde. Acho que serei redundante dizendo que é muito bonito; tudo é assim em Paris. No museu de l'Orangerie vimos arte moderna, Cézanne e Picasso. E vimos o ciclo "Nymphéas" de Monet, em dois salões ovais adaptados para receber os enormes quadros dessa série. A idéia é se perder no impressionismo, na profundidade das obras... Oui, j'adore Monet!

As canções podem ser sentidas nas ruas limpinhas, identificadas com aquelas placas azuis de bordas verdes e letras brancas.... Demos uma passadinha na Place Vendome, um dos metros quadrados mais caros de Paris, uma das praças mais bonitas, simples e luxuosa - e, claro, limpinha. Só foi uma passadinha mesmo, tempo suficiente para ver uma Mercedes estacionada em cima do passeio em frente ao hotel Ritz (deveria ser de algum árabe rico!). De lá caminhamos para a ver a Ópera de Paris - magnífica. Acho que não parei de me perguntar como pode haver tanta coisa bonita e grandiosa em uma cidade só. Chega a ser um abuso. Aff!

"L'espoir fleurit au ciel de Paris...".
("A esperança floresce no céu de Paris...")

Clube do livro

Quero participar de um Clube do livro. Quero e quero.
Assisti "O clube do livro de Jane Austen". Rita me falou de Jane Austen, eu encontrei esse filme; adorei. Mas quero um clube de livros em português. Pensei que poderia ser sobre Clarice Lispector - seria bem cult, bem profundo. Porém, hoje peguei mais dois livros do Fernando Veríssimo. Ah! Podemos fazer um revezamento entre a densidade de Clarice e a leveza de Fernando? E podemos começar ontem, logo?
Voluntários?
Enquanto aguardo, vou filosofando comigo mesma...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Viva la vida

Os relatos sobre Paris ainda não foram concluídos, mas tenho que escrever esse post pra falar do show do Coldplay: ÓTIMO!!!!!!!!!

Eu estava lá em homenagem primeira a AP, que adora a banda. Quando eles tocaram "Yellow" a lua cheia - amarelinha, amarelinha - estava subindo; poético demais pra mim. Curti as borboletinhas de papel dos efeitos especiais, a produção do show, a vinda da banda pro meio do povão que estava na grama. Tinha acabado de seguir a baixinha da Lauren pra ficarmos mais perto do palco. Daí, vimos as pessoas correndo e gritando. O que fizemos? Fomos atrás! E ganhamos o bônus de ficar pertinho deles! Já coloquei as fotos no orkut - sendo que as melhores foram tiradas justamente pela baixinha; pode???!!!

Na saída todas as pessoas ganharam um cd com 9 músicas da banda. Isso mesmo, to-das-as-pes-soas - 21.000, segundo o Chris Martin (vocalista da banda). E eu sei que cd tá barato, que essa é uma grande jogada de marketing, blá, blá, blá... Mas, fala aí, quem é que não gosta de ganhar um brindezinho? Melhor do que cd só se for camisas grátis - como bem pensou o Cérebro tentando conquistar o mundo... A música tema desse disco (Viva la vida), a próposito, tem um tom dessa nossa megalomania de dominar o mundo, como o Cérebro vem tentando (de Pink e o Cérebro, um desenho animado, para quem não sabe e perdeu o trocadilho!)... Mas hoje quem conquistou o (meu) mundo foi o Coldplay, que terminou o show tocando "The scientist", música tema do filme "Paixão à flor da pele". Amei!



domingo, 2 de agosto de 2009

Sur le ciel de Paris

O dia: 30 de junho de 2009, terça-feira.

Antes do passeio: café da manhã com o melhor coissant do mundo...

Passeio oficial número um: visita à Tour Eiffel. Chegamos na hora em que abriu, o que nos garantiu uma fila "pequena". Dias depois, em um fim da tarde, pude constatar que realmente existe uma fila de 2 horas, descrita pelos guias de viagem, para entrar na Torre... Sorte que levamos apenas uns 20 minutos esperando pela nossa vez. O passeio foi recheado por fotos e suspiros - como foram todos os outros - e uma sensação de que eu já havia estado por ali em algum lugar do passado. Bem, minha mãe falou que desde os 4 anos eu já falava em visitar Paris... Chegou o momento de realizar o sonho e a Torre era a representação simbólica máxima dessa experiência. Apesar de ter passado algumas horas lá em cima (atrasando o restante da programação), eu tirei foto dela de vários pontos da cidade - o que, para Eric, tornou-se uma chateação (agradável!?), pois eu só falava nessa bendita construção. E pensar que ela quase foi demolida após a exposição Universal de 1889 - motivo pelo qual foi construída. Só uma nota: o Oceanário de Lisboa - e toda região ao redor - também foi construido por causa de uma exposição Universal...

Proxíma parada: fila para o passeio no rio Sena (Bateux Parisiens). Espera de 30 minutos para um passeio de uma hora e meia vendo por fora atrações que mais tarde veríamos por dentro. Um passeio com tudo para ser bucólico, não fosse a quantidade de gente ao seu redor. Acho que estou ficando mais chata com o passar do tempo; porém não estou dizendo que não aproveitei o passeio! Vi-me feliz a cada metro navegado, com cada explicação da guia ou de Eric, imaginando que cada pedaço de Paris é uma atração per si.

Nosso almoço no dia 1 foi comprado na rua, o que significa que pagamos uma fortuna por um sanduíche e dois refri. Aprendemos a lição e passamos a preparar sanduíche-na-baguete todos os dias. Depois de almoçar olhando a fonte do Trocadero subimos para apreciar (a Tor...) e tirar mais fotos. Um ônibus nos levou para a Champs Elysees, com vistas para uma das representações megalomaníacas de Napoleão: o Arco do Triunfo. A avenida é um charme, principalmente para quem tem dinheiro para gastar.

O metrô é outra atração à parte. Sujo? Sim, em alguns vagões, em algumas estações. Confuso? Sim, pois há muuuuuuitas linhas. Funcional? Bastante. Eu, particularmente, adoro metrôs; eles são o reflexo das cidades grandes, das metrópoles, da (des)organização urbana. E há algo mais poético do que ouvir um ilustre desconhecido cantando uma canção conhecida? E so for sob a luz das estações da cidade Luz, hein?