"Sous le ciel de Paris s'envolve une chanson hum, hum..." (cantada por Yves Montand).É, as canções nascem sob o céu de Paris...
E podem ser canções saídas das salas e salões do Louvre. O Louvre é musical, teatral, poético. Os prédios em si já são obras de arte. Investimos umas quatro horas para ver uma amostra do que é o museu. Precisa-se morar em Paris um tempo para conhecê-lo - tou bricando, não! É muita coisa pra ver, sentir, aprender, assimilar, admirar... E haja gente! E haja fotos... O lado cômico - sempre tem que ter um - foi a espera da abertura do museu de manhã: senhoras e senhores, uma hora de atraso. Se fosse no Brasil estaria explicado - país sub-desenvolvido, brasileiros... Mas, foi na França, minha gente. Tá bom - foi perdoado porque foi na França.
Almoçamos baguete com patê, sanduíche preparado em casa, claro. Foi assim depois do assalto à mão desarmada no 'almolanche' do primeiro dia. Almoçamos sentados em uma escadaria dentro das dependências do complexo-Louvre; não foi dentro do museu, junto com as obras de arte, não - só para não deixar dúvidas. Mas, a melhor parte foi relaxar os pés cansados no espelho d'água de uma das pirâmides (sugestão de Taci); nem pensei nos micro-organismos que por ali estavam. Ou melhor, pensei, mas não liguei. Pensei no calor, na dor nos pés, no frescor de sentir a água gelada - deixei-me ser uma boa turista.
O próximo destino estava ali perto: o Jardin des Tuileries, que liga o Louvre a Place de la Concorde. Acho que serei redundante dizendo que é muito bonito; tudo é assim em Paris. No museu de l'Orangerie vimos arte moderna, Cézanne e Picasso. E vimos o ciclo "Nymphéas" de Monet, em dois salões ovais adaptados para receber os enormes quadros dessa série. A idéia é se perder no impressionismo, na profundidade das obras... Oui, j'adore Monet!
As canções podem ser sentidas nas ruas limpinhas, identificadas com aquelas placas azuis de bordas verdes e letras brancas.... Demos uma passadinha na Place Vendome, um dos metros quadrados mais caros de Paris, uma das praças mais bonitas, simples e luxuosa - e, claro, limpinha. Só foi uma passadinha mesmo, tempo suficiente para ver uma Mercedes estacionada em cima do passeio em frente ao hotel Ritz (deveria ser de algum árabe rico!). De lá caminhamos para a ver a Ópera de Paris - magnífica. Acho que não parei de me perguntar como pode haver tanta coisa bonita e grandiosa em uma cidade só. Chega a ser um abuso. Aff!
"L'espoir fleurit au ciel de Paris...".
("A esperança floresce no céu de Paris...")