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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

New York, New York...

Oito do oito de dois mil e oito... Ou "08/08/08"!
Cerimonia de abertura dos Jogos Olimpicos de Beijing, na China.
Festa Vietnamita com os alunos da turma de "English for Medical and Health Professionals" do CELOP - BU ( um Centro para ensino de Ingles da Boston University), em Boston (claro!), Estados Unidos.

Esses dois eventos ocorreram ao mesmo tempo. Assistimos a abertura pela internet enquanto faziamos os nossos rolinhos primavera usando papel de arroz. Hashi para comer rolinho primavera? Nunca havia tentado antes, mas consegui - com algum sacrificio e respingos de molho na blusa... (para quem nao sabe, Hashi eh o nome que se da para aqueles palitinhos que os orientais usam para pegar os alimentos, no lugar do garfo). Musicas do Vietnam e Haiti. Comida boa, colegas agradaveis e mais cultura na minha bagagem. Folhei dois livros de fotografias do Vietnam. Um, em especial, me pareceu muito interessante: eram fotos de pessoas levando tudo o que se possa imaginar em uma pequena motocicleta. Isso porque lah, quase todo mundo utiliza motocicleta. Carrega-se de tudo: animais - vivos ou mortos, incluindo uma carcaca de boi -, caixas de mantimentos, bamboles, 5 pessoas (era para ter, no maximo, duas!), bolas, detergentes... Bem, vi mais de cem fotos - nao vou descrever todas.
Dia seguinte - ou 09/08/08: ida para New York, quatro horas em onibus chines, pagando 30 dolares (ida e volta!). Os aventureiros: Shiho (Japao), Saleh (Brunei), Adidja (Camaroes) e Fernanda (Brasil!). Hospedagem no Hostel mais barato que achamos, em "Chelsea" - um bairro com uma das maior populacoes de homossexuais nos EUA. Tudo bem para a maioria de nos em ver bandeiras arco-iris, casais de maos dadas e "festa estranha com gente esquisita" (porque em NY sempre tem gente "esquisita", independentemente de credo, raca ou orientacao sexual...). Mas, para Adidja foi um choque cultural. Tivemos que explicar a ela sobre a bandeira, o direito das pessoas fazerem suas escolhas, etc, etc.

Shiho foi para o cabelereiro (ela recebeu uma indicacao de outra japonesa e foi lah conferir). Enquanto isso, nos tres fomos para o Empire State Building - aquele edificio que eh o mais alto de New York. Fila de uma hora e meia, 19 dolares de entrada, Adidja resmungando porque "era um absurdo pagar tanto soh para ir no topo de um predio...", inspecao a la inspecao de aeroporto em voo internacional, 12 lances de escada para nao esperar pelo segundo elevador que nos levaria ao andar 86 dos 102 existentes e... chegamos! No meu melhor "estilo turista" comprei um mapa para saber o que estava vendo - ou o que eu deveria estar vendo no meio da multidao disputando cada centimetro das grades de protecao. Fotos e mais fotos, imaginacao voando e aquela sensacao de dever cumprido: como um bom turista, eu fui no alto do "Empire state building"! Quem lembra de King Kong? Foi nesse edificio que o macacao subiu em um filme de mil novecentos e alguma coisa por volta dos anos oitenta.

Dever cumprido. Descemos e Saleh parou para comprar uma foto que tiramos quando entramos. Enquanto isso, atendi ao telefonema de Shiho e Adidja sumiu. Sumiu? Eh... Ela nao tinha o mapa da cidade, nao prestou atencao no caminho que fizemos, nao tinha celular, estava cansada e chocada com a cidade. A preocupacao veio e, apos 3 horas de espera, fomos para em uma delegacia que havia atras do nosso Hostel. Meio bizarro, nao? Porem, mais bizarro ainda foi o policial largado na cadeira dizendo que nos nao podiamos registrar queixa - nem apos 24 horas - porque nao tinhamos parentesco com a moca sumida... Um amigo de Shiho, que mora em NY, ligou para 4 hospitais para saber se "uma mulher de 26 anos, chamada Adidja Amanes, de Camaroes nao havia dado entrada...". Em meio a angustia dos pensamentos estranhos que sempre aparecem nessas situacoes, fomos na iluminada e movimentada "Time square". Voltamos para o Hostel, em silencio. Todas as frases que conseguiamos falar eram conjecturas sobre o que Adidja poderia estar passando para nos encontrar. Ela conseguiu voltar para o Hostel depois de 7 horas. Visivelmente casada, ela nos perguntou para onde tinhamos ido e nos disse que ela soh lembrava o nome do Hostel, mas que ninguem "nunca tinha visto, nem ouvido falar..." ateh que um taxista, finalmente, trouxe-a de volta. Meio desconcertada frente ao nosso "desespero" ela disse que era "uma mulher feita, de 26 anos, com dinheiro, passaporte e que falava a lingua local"... Olhei para Shiho e sorri: Adidja podia dizer o que quisesse depois do susto de estar rodando em NY sem conseguir contactar os celulares de Shiho e Saleh... Ufa! Final feliz para o primeiro dia em NY!

Dia dois, 10/08/08. Adidja acordou tarde e os nossos planos de ir cedo para visitar a Estatua da Liberdade e. depois, o MOMA se tranformaram em um almoco com o amigo de Shiho e uma tentativa frustrada de ver a tal da estatua - pois Adidja queria muito e nos iriamos fazer qualquer coisa que ela quisesse! Resultado: tempo nublado, com possibilidades de chuva e ingressos esgotados (o ultimo ferry saia aas 16 horas e jah eram 15 e alguma coisa quando entramos na fila, que deveria durar por volta de uma hora). Tiramos uma fotos nas quais os acostumados com brincadeiras do tipo "Onde estah Wally?" poderao ver a estatua!
Mas, como estavamos buscando curtir o passeio - aconteca o que acontecer - demos continuidade aos nossos planos. A visita ao MOMA foi cancelada. Passamos no "Ground zero", onde ficavam as torres gemeas; a sensacao, para mim, foi angustiante. Quando vi os enoooormes edificios em volta do lugar em que as, entao maiores, torres do World Trade Center ficavam senti um noh na garganta e soh me ocorreu fazer uma oracao pelos que passaram por aquela agonia do Onze de setembro...

Enfim, seguimos para o Central Park. Motivo: ver o show de Maria Rita ("de gratis") no Brazilian Festival. Os meu colegas adoraram o show. O amigo de Shiho que ligou para os hospitais, Dave (do Panama, morando ha mais de 20 anos nos EUA, com 8 idas a Salvador no curriculo, bom portugues e namorando uma japonesa, amiga Shiho), tambem estava lah e conhecia varias musicas. Ainda bem que tudo terminou em "Samba meu"!

Nao falei que o metro de NY eh grande e confuso... Pois eh... Na nossa viagem de metro de volta para pegar aquele onibus chines do comeco dessa historia, perdemos Adidja mais uma vez! Shiho se confundiu e fez com que Saleh e eu descecemos na estacao errada. Quando Adidja foi nos seguir, exclamando que nao era para descermos ali, a porta do vagao fechou. Caimos na gargalhada, pois a perdemos outra vez e eu estava com o mapa que haviamos dado a ela... Como ela estava comigo e com Saleh quando se perdeu no Empire state, dissemos que Shiho tambem queria dar a parcela de contribuicao na empreitada de deixar a africana perdida. Encontramo-la na estacao certa, sentada no banco, com a mochila no colo e uma expressao de quem estava pensando: "de novo comigo... Por que, hein?!" Rimos muito e, finalmente, pegamos o onibus de volta para Boston.

Shiho nos disse que tem um ditado japones, que diz mais ou menos assim: "Se terminou bem, entao foi tudo bem!".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sushi party

Comida japonesa, saque, salsa e... caipirinha! Essa foi a nossa "Sushi party" (ou 'Noite japonesa', adaptando).

Muito engracado foi ver os japoneses dancando - sobrios. Mais parecia uma imitacao de "como um super-heroi voa"... No dia seguinte a colega de Camaroes, Adidja, fez a classe inteira rir quando imitou a danca do Japao!

Hoje teremos a 'Noite do Vietna", com direito a rolinho primavera... Honestamente: nao sabia que essa era uma comida tipica do Vietnam! E amanha irei para New York! Voltarei no domingo. As novidades no blog, contudo, deverao chegar bem depois...

;)

domingo, 3 de agosto de 2008

Cruzeiro e Blue man group...


O tema desse post poderia ser "Sobre os comentarios do meu blog...". Nao falarei sobre eles ainda - embora eu esteja com uma imensa vontade de traduzir em palavras escritas as palavras pensadas que dancam alegremente na minha cabeca depois de cada comentario lido...

O tema eh "Cruzeiro e Blue man group...". O que vem aa sua cabeca quando voce ouve a palavra "Cruzeiro"? Na minha sempre veio a imagem de um barco grande e luxuoso, com pessoas ouvindo musica, comendo e bebendo aa beira de uma piscina... Hum... Mas o "Cruzeiro" de uma hora e meia que fiz na regiao portuaria de Boston foi um "city tour" em um barco, nao tao grande assim e nem um pouco luxuoso. Surprise!!! rs

O lado bom: o passeio foi de graca, "presente" do curso. Ok, ok... Uma vez que o curso eh pago, nao foi de graca... O meu curso de ingles eh parte da bolsa de estudos. Logo, voces pagaram pelo meu cruzeiro, uma vez que parte do dinheiro da minha bolsa vem do governo brasileiro! Nao se preocupem - estou estudando na maior parte do tempo! rsrs

O passeio de barco foi na sexta, ateh as 21h. Depois, fui passear com meu coleguinhas. Tem uma musica melancolica de Chico que diz " E que venho até remoçando / Me pego cantando, sem mais, nem por quê...". Tirando o resto da musica, foi assim que me senti na sexta. A intencao era ir para uma boate. Porem, para estragar a festa, eu e outros dois colegas estavamos sem passaporte - e os bares nao aceitaram as nossas carteiras de motoristas como prova de que eramos maiores de 18 anos. Senti-me lisongeada! Nao entramos, mas nos divertimos. Uma da manha, sabado - e eu na rua. Nao faz sentido lembrar da musica do meu querido Chico?

Sabado, mais tarde... Seguindo o conselho de um amigo, fui ver o espetaculo do "Blue man group" - tres homens vestidos de preto e pintados de azul. O espetaculo "Tubes" eh uma mistura de comedia, (boa) musica percurssiva, efeitos visuais e garantia de diversao. Uma pena que elas se apresentem em tantos lugares no mundo, mas nao no Brasil.... Para ficar com agua na boca: "Blue man group Berlin music awards-Drum Bone".

Domingo: Sentindo muita falta de Faustao e cia, fiquei em casa e assiste, em dvd, "O escafandro e a borboleta", filme frances que foi uma adaptacao de livro homonimo. O filme conta a historia de um editor da revista "Elle" que teve um acidente vascular cerebral. Depois de um coma de 20 dias ele acordou, quase que completamente paralisado - somente um olho se movimentava. Com a ajuda de uma fonoaudiologa (!) ele conseguiu estabelecer comunicacao com o 'mundo exterior' -e escreveu um livro! Quer saber como? Assista ao filme!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Boston - semanas #1 e #2


O mais dificil na edicao desse blogue eh ter que escrever sem os diacriticos (acentos, cedilha, etc…).
Por conta dessa falta, passei a semana toda tentando encontrar o corretor ortografico que usei para corrigir o primeiro texto – mas nao encontrei. Achei outro, porem quando transferi as primeiras frases corrigidas para o blog nao consegui mais ter acesso para editar o texto… Isso significa que tive que digitar novamente o texto que escrevi no domingo passado (!). Buah, buah…

Sendo assim, decidi deixar o meu lado “Caxias” de lado para nao atrasar mais essa postagem. Quando eu encontrar o editor novamente colocarei as palavras acentuadas certinhas, ok?!

Para a turma que nao estah acostumada com a linguagem da internet: todas as vezes que encontrarem uma palavra com um “h” extra no final entendam que o “h” estah sendo companheiro, substituindo o acento agudo. Assim poderemos diferenciar “e” (conjuncao) e “eh” (verbo). Ficou claro? Se nao, pecam a ajuda dos seus filhos!!!

Tres paragrafos depois, vamos aas novidades (em tempo: na falta do acento grave, colocarei dois “a” juntos!).

Jah disse que a cidade eh linda, bastante arborizada. Andando pelas ruas no final do dia (entre 19-20h!) me perguntei porque nao tivemos a chance de viver em um lugar assim, com excelente infra-estrutura. Filosofando, me respondi que tudo nessa vida tem um porque – embora nem sempre consigamos encontrar esse tal desse “porque”!

Achei um grande problema aqui nos EUA (alem da falta de acaraje…): o sistema de saude. Para quem nao sabe, entre os paises desenvolvidos os estados Unidos teem o pior modelo. Os precos sao altissimos e a cobertura eh, muitas vezes, limitada. E eu que me assustava com os defeitos do SUS… Bem, agora tambem estou assustada com o meu plano de saude daqui. Muita gente diz que, a depender do caso, eh mais barato ser tratado em seu pais de origem – o custo pode ser infinitamente menor! Para quem tem interesse no assunto: a referencia para o meu comentario estah no filme “Sicko - $o$ saude” do polemico Michael Moore (aquele do filme sobre o 11 de setembro…).

O objetivo de ver o fime foi discutir, em classe, os sistemas de saude nos diferentes paises. Foi muito interessante descobrir que em Brunei o sultao paga as despesas de tratamento, passagem, hospedagem e quaisquer outras despesas relacionadas com o tratamento caso esse nao exista no pais.

Para quem nao sabe, estou estudando ingles aqui em Boston. Na minha turma hah pessoas de diferentes paises: China, Japao, Italia, Camarao, Grecia, Congo, Vietnam… O curso eh especifico para a area de saude. Apenas eu e dois farmaceuticos (Yeah! Mag e Mau - lembrei de voces!) somos os unicos nao-medicos, entretanto.

Ateh hoje, fiz tres passeios em Boston, a saber:
1) City tour na cidade – nao entendi a maior parte do que foi dito pelo guia...:(
As partes que compreendi foram aquelas sobre as quais jah havia lido no livro sobre Boston que Eric me deu (!). Minha colega japonesa (Shiho) dormiu quase o tour todo… Meu outro colega do Haiti (Patrick – que fala ingles com um forte sotaque frances) tambem deu umas cochiladas!
2) No sabado passado fui andar de caiaque. Eh isso mesmo: caiaque! Veem? Mudar faz com que tenhamos coragem para arriscar mais. Sobrevivi e aproveitei o passeio. Durante a volta – literalmente remando contra a correnteza – meditei sobre a licao que o Universo estava me dando: sabemos que eh dificil remar contra a correnteza; porem, se persistirmos e continuarmos, atracaremos no cais... Alguma semelhanca com o quotidiano nao eh mera coincidencia...
3) Harvard garden: um jardim da famosa Universidade, cercado por antigos predios que guardam historias e conhecimento. Bastante interessante... A foto desse post foi tirada lah. (Aguardem mais fotos no orkut!)

Hoje farei o passeio numero 4: um cruzeiro de uma hora e meia. Mandarei as fotos depois. Vidinha mais ou menos essa... rs.

Na aula de hoje falei sobre o Brasil, vestida na minha calca de capoeira - comprada especialmente para a viagem. Falei sobre os diferentes carnavais no pais. Eu iria falar sobre falsas concepcoes sobre o Brasil, mas quase 100% da turma queria “Carnival!”. Aproveitei para mostrar que o Rio eh maravilhoso, mas tambem temos outras maravilhas! Para quem estah se perguntando se demonstrei algo: nao, nao dancei arrocha, nem a danca do quadrado... Mas entreguei cocada baianinha com uma fitinha do Bomfim amarrada. E terminei com a musica cantada por Daniela [Mercury]: “... Sou Brasil, quem nao eh... que pena!”