Twitter Updates

sábado, 27 de setembro de 2008

Sobre estatistica...


“A Estatística é uma área do conhecimento que utiliza teorias probabilísticas para explicação de eventos, estudos e experimentos.”
Achou complicada essa definicao?
O texto continua: “...Tem por objetivo obter, organizar e analisar dados, determinar as correlações que apresentem, tirando delas suas consequências para descrição e explicação do que passou e previsão e organização do futuro.”
Ainda estah achando complicado?
O paragrafo conclui: “... Em suma, estatística é a ciência que estuda os dados.”.
(Fonte:
http://pt.wikibooks.org/wiki/Wikiversidade:_Probabilidade_e_Estat%C3%ADstica/O_que_%C3%A9_Estat%C3%ADstica)

Eu poderia definir de uma forma mais clara: Estatistica eh a materia que estah me dando dor de cabeca... Sei que eh necessario, mas eh um pouco doloroso estudar todas as formulas e relacoes in English. Mas, faz parte do show...

Alguns dados ateh agora:
* Estou nos Estados Unidos hah mais de dois meses...;
* Jah estive em duas cidades (Boston e New York) antes de chegar na terceira/quarta (Carrboro, Chapel Hill) e quinta/sexta (Duhram e Raleigh) - onde moro/estudo e onde jah fui fazer algumas compras...;
* Jah conheci mais de 50 pessoas... (!);
* Estou fazendo tres materias, oficialmente, e mais duas ‘extras”;
* Trabalho 12 horas como assistente de pesquisa;
* O trajeto “casa-Universidade” eh feito em 15-20 minutos, de onibus.

Comecei a pensar se eh preciso calcular a media de horas que utilizo para assistir as aulas e a media de horas que sobra para estudar, arrumar e limpar a casa, fazer compras, cozinhar, dormir, ler os emails, escrever no blog, falar no skype, respirar e, eventualmente, passear... Talvez eu consiga me organizar mais se determinar o desvio padrao do tempo que gasto para cada uma das atividades... Serah que com numeros concretos (?) o meu tempo se “expandirah”? Fico pensando que ele sempre encolhe.... Porem, admito que jah sentia isso antes.

Contudo, nao tenho paciencia para fazer esses calculos. Por outro lado, nao tenho tempo: preciso estudar a tal da estatistica. Correlacao e regressao sao os proximos capitulos. Aproveito para fazer uma relacao com esse topico e um comentario feito por Mauricio, embora nao haja nenhuma relacao direta... rsrs. Comecei a escrever esse texto depois que consegui – a duras penas – colocar no blog uma exibicao de slides com fotos aqui da Carolina, incluindo fotos do meu novo lar. A ideia era avisar sobre esse album. Acontece que a producao desse texto estah ocorrendo em uma pausa no estudo.

Aff! Divaguei demais? Efeito colateral dessa disciplina que estuda dados!

Imagem: www.clinicadematematica.com.br/BonecoClinica.jpg

domingo, 21 de setembro de 2008

"Entrevista comigo"

E eis que recebo hoje um email de minha amiga Ana dizendo que leu um texto e lembrou-se de mim (e de Claudinha!). Coincidências existem? Sim e não... Acho que sempre tem um algo por tras delas...

Eu estava pensando em postar no blog um texto que escrevi em 2004, baseada em um já existente, que chegou ao meu conhecimento através da própria Ana – que tem o dela, bem como o tem a Claudinha!

O texto que ela me mandou hoje é de uma jornalista maranhense. Ana, claro, está certa. Identifiquei-me com o texto, que eu poderia ter escrito. Encontrei o texto dela em um site que tem muito texto interessante. Esse site agora está na “minha lista de blogs”. O texto em questão da Liliane é “Entrevista comigo” (clique no titulo da mensagem para acessar o texto).

Ah! E o site é lindo!

Quem sou eu? (em 2004...)


O que sou



Fernanda Queirós, em 15.04.04

Sou luz: verão, sol, praia. Brisa do mar no rosto e areia nos pés – pura energia. Mas sou chuva também, um pouquinho, em casa embaixo de um cobertor e dormindo até tarde. Ah! Sempre sou dormir até tarde, “só mais uns minutinhos” e sou trabalhar até cair de sono, computador travando e música tocando...

Sou som: Chico (o Buarque. Lindo, lindo...), letra e música... Sou Marisa, Caetano, Elis, Toquinho, Vínicius, Zeca Baleiro, rock, pop, Luiz Gonzaga e Fala Mansa. Sou uma boa trilha sonora, Elton Jonh, Andréa Boccelli. Sou Beatles (como não!). Tenho sido Maria Rita. Não sou sem música e poesia, seja em português, inglês, francês (La vie en rose...), espanhol, italiano...

Sou Drummond – falando do amor “bicho traiçoeiro”. Sou Clarice. Sempre fui Machado de Assis (com os olhos de ressaca de Capitu) e sempre serei Luís Fernando Veríssimo, com “sexo na cabeça” e falando do “único animal”. Sou também arrepios de êxtase com Allan Poe. Sou “Elegia”. Sou à flor da pele com tanta genialidade. Sou Beethoven, Monet e instalação. Sou reticências e parênteses. Sou muita leitura: bula de remédio, “poesia numa hora dessa”, Harry Potter, texto científico, fundo de olhos... Ah! E sou a música que repete várias, várias, váaaaaaaaaaarias vezes.

Sou cinema, tela grande, ar condicionado com casaquinho e boca mastigando. Filme legendado (dublado, só animação). Vivo a história que contarem. Sou crédito subindo, música tocando (já falei que eu sou música?), luzes acendendo e cabeça matutando... Sou “Cidade dos Anjos”, filme, trilha sonora (música!), fotografia, elenco, luzes, imaginação... Sou romântica, mas também comédia, drama, humor. Sou cult e sou circuito Multiplex também. Só não sou filme de terror. Sou teatro, na frente. Sou vontade de atuar.

Sou acarajé, vatapá, salada, camarão e um pouquinho de pimenta. Sou frutos do mar (caranguejo com pirão, hum!!!). Coca, suco, água de coco, coquetel sem álcool. Sou fácil de agradar: um docinho, umas batatas-fritas me fazem bem feliz. Uns pratos diferentes também! Sou fruta – morango, uva, manga, goiaba, cajarana, caqui.

Sou urbana, cosmopolita. Sou o desejo de morar fora, falando inglês de preferência. Sou viagem. Sou avião – pena que ainda não passei de ser ônibus, que definitivamente não sou. Sou fotografia, saudade, ilusões. Sou a saudade do que ainda não vi (em tempo: sou Legião Urbana). Sou stressada, estudiosa, trabalhadeira (mas não sou tarefa doméstica, com certeza). Sou meio neurótica – e quem não é? Sou perfume, calça bailarina e blusinha bonitinha. E sou vestido: básico, longo, simples, fashion. Sou mais mulher quando estou de vestido. Sou escova, unha pintada e depilação. Sou pagar para fazerem. E sou o desejo de querer fazer sem pagar. Sou dividir roupa (mas minha irmã não é e sofre com isso!)

Sou conversa com amigos. Sou não agüentar esperar para contar depois; sou ligar para dividir emoções. E quando não dá, sou escrever – mas só nesse caso. Gostaria de ser mais escrever... Sou muita emoção. Sou romântica, sonhadora (sou rosa, embora muita gente pense que sou azul; mas, sou azul também!). Sou um bom romance – na verdade, queria ser sempre romance. Sou chorar por tudo e por nada. Sou me emocionar com “beijo de novela” (vê se pode?). Sou apego (e isso não é bom). Sou pedir opinião e sou deixar que escolham. Sou dúvidas – sou gêmeos! Sou vontade de crescer, sempre.

E ainda sou e vou ser tanta coisa que não cabem nessa folha...

sábado, 13 de setembro de 2008

Mamma Mia!

Quem bem me conhece sabe que amo filmes. Ficção cientifica, romances, ação, comedias românticas, produções cults ou hollywoodianas... Gosto de filmes que me fazem pensar, sentir, rir, chorar... Gosto da magia do cinema; gosto tambem da intimidade dos DVD's em casa, sozinha, com minha sis ou com amigos e boa discussão (ou não!) depois do filme.

Hoje descobri que também adoro ver filme sentada na grama, depois de um pic-nic, com a telona ao ar livre. Foi esse o meu programa de fim de sábado: fui ver "Mamma Mia!" com a coordenadora do meu departamento, uma colega de doutorado e mais outra professora. Cada uma levou um prato para compartilhar. Hum... Sei que pensaram no que eu devo ter levado, não?! Bem, fiz uma salada, com alface, uvas, tomate cereja, queijo apimentado, castanhas e croutons! Ah! E também fui a única que se lembrou da pipoca - de microondas, é verdade, mas era pipoca.

Não tenho intenção de fazer uma critica especializada do filme, comentando direção, fotografia ou atuação dos atores. Quero somente dividir a emoção que eles (os filmes) me causam. E foi assim com esse, que é uma adaptação de um musical da Broadway, com trilha sonora do grupo ABBA. Todos que já dançaram ao som de ABBA, de “Dancing Queen” – e que não estão em busca de um super roteiro, mas de uma leve diversão musical – devem ver o filme. Minha mãe está com a obrigação de ir vê-lo – no cinema!

Senti uma vontade louca de sair e dançar, sem obrigação, se divertindo puramente pelo prazer que a dança nos causa. Até senti vontade de vestir aquelas roupas... Alguém está planejando uma festa à fantasia? Essa é a única boa desculpa para se vestir daquele jeito! rs.

“You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen”

(“Você pode dançar
você pode fofocar
Divertindo-se muito
Veja essa garota,
assista essa dança
Conquiste a Rainha da Discoteca”)

Em tempo: O filme foi rodado na Grécia! De quebra, lindas cenas daquele paraíso...

O titulo dessa postagem é um link. Ao clicar você será direcionada a outra pagina da internet - You Tube, no caso - onde poderá ver o trailler do filme!
;)

domingo, 7 de setembro de 2008

Ô Carolina eu vou amar você



"Oh pátria amada, idolatrada, Salve! Salve!...".
Celebremos a Independência do Brasil - sem nos questionarmos muito, por favor.

Imbuída de um patriotismo inerente a lembrança que essa data me traz, senti-me na obrigação de atualizar os meus relatos. Além do clamor desse dia, existem os pedidos de Mauricio, tão explícito no comentário ao solicitar fotos do AP! Assim que eu puder, irei criar um álbum no Picasa para colocar na pagina do blog. Dessa forma, aqueles que não têm Orkut também poderão ver as minhas fotos! Aguarde mais um pouco, Mau!

Para não deixar um capítulo em aberto, relato que a ultima semana em Boston foi uma semana de despedida e, como todo o período que antecede o "bye, bye", foi uma semana meio estranha. Todos estavam ansiosos pela chegada da nova fase, mas saudosos pelas lembranças construídas em um mês de convivência. Trocas de e-mails, telefones (para quem já tinha um... eu ainda não comprei o meu - estou na orbita da modernidade!...) e promessas de "vamos manter contato", "vamos nos encontrar de novo", "espero vocês, de braços abertos, aqui e em meu pais"... O ultimo dia de aula foi marcado pelo cuidado das professoras em levar brownie (o típico bolo de chocolate americano) para celebrarmos o recebimento dos nossos certificados. A aula se estendeu até aqueles minutos em que não sabemos mais o que dizer apos tantas fotos, trocas de elogios e promessas de "amigos para sempre". Uma das professoras - a mais animada - disse que era apenas para dizermos "até logo" e fingirmos que iríamos nos ver na semana seguinte... Intenso, belo e um pouco doloroso - como costumam ser os momentos de "belas" despedidas.

Dividi um taxi até o aeroporto com meu colega de El Salvador. Dissemos "até logo" assim que chegamos, pois o vôo dele era bem antes do meu. Manhã de dezesseis de agosto, avião pequeno e sem lanchinho (rs); destino: Aeroporto Internacional de Raleigh-Durham - Carolina do Norte. Dessa vez não teve mala viajando, mas teve, como em Boston, amigo esperando no aeroporto. Pablo – que conheci através da pesquisa do acido fólico – estava lá, com a mão direita enfaixada, um sorriso no rosto e de braços abertos para me receber: “Bem-vinda a Carolina do Norte!!!”.

Conheci, então, o meu apartamento e a minha nova amiga, com que irei dividir o AP e a vida nos próximos quatro anos. Michelle é mineira (uai!), também bolsista da Fulbright e está fazendo doutorado em estatística (vixe!). Sorte a minha... Saímos com Pablo para almoçar e começar a comprar mobília para nossa casa. Chegou a noite – depois das 19h - e fomos passear na área de Chapel Hill e Carrboro. E no dia seguinte, mais compras para a casa... Ela também não tem pratica como dona de casa, mas tenham certeza que estamos nos virando bem!


Para esclarecer: estou morando em Carrboro, cidade vizinha a Chapel Hill, onde fica a Universidade. Juntas, Raleigh, Durham e Chapel Hill compõe a área do “Triangulo” da Carolina do Norte. Essas cidades, incluindo a que moro e outras mais, são pequenas e tão interligadas que constituem uma conurbação (não vou traduzir essa palavra, não! Para meus jovens irmãos e primos: procurem no dicionário ou no Google mesmo! Vou perguntar quando nos falarmos, hein?!)

Detalhes da minha nova moradia: o carpete me deu alergia, o ar condicionado é central e a piscina até hoje não usamos - a despeito do sol que tem feito. Houve uma “festa na piscina”, organizada pela gerente do Village, com cachorro-quente (salsicha preparada na grelha), bata-frita e refrigerante. O intuito era integrar os moradores. Tem outro brasileiro, bolsista Fulbright, que mora com a família aqui – e que também tem nos ajudado muito. Festinha tranqüila, com conversa em português e crianças tentando mostrar seus dotes de mergulho, molhando tudo e todos ao redor...

As aulas já começaram, em 18 de agosto de 2008 (preciso guardar essa data!). Agora “é a vera!”. A qualificação de “estudante em tempo integral” nunca me pareceu tão absoluta. O desafio é duplo: idioma e conteúdo. Estou me adaptando a tudo: mapa do Campus, professores, transações comerciais, cultura, tempestades tropicais...

Talvez agora os relatos sejam menos emocionantes... Talvez se tornem mais reflexivos e menos descritivos, pois o que vou contar?
“Esses dias tenho estudado muito...” ou
“Tenho bastante livros para ler...” ou ainda
“Passei o final de semana estudando estatística...”.
Sorrio e penso que entre uma pagina e outra, diferentes experiências aparecerão. Dentre elas, a nossa quase-obrigação de se apaixonar pela Universidade. Teremos chance de assistir a algum jogo de Futebol americano, basquete, baseball.. e vivenciar a experiência de estádio lotado e torcida apaixonada pelo time da Universidade O símbolo da University of North Carolina (UNC) está em todas as partes dessas cidades: lojas, supermercados, ruas... Foi por isso que me lembrei da musica de Seu Jorge e a coloquei no titulo, pois é o que está acontecendo:

" Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você...”!