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domingo, 28 de junho de 2009

Setúbal

Já falei da Lisboa – e vou falar novamente em outra postagem – mas não disse que fiquei hospedada na cidade de Setúbal, na “Costa Azul” de Portugal, durante esses dias de trabalho. Foi lá que percebi as primeiras semelhanças entre Salvador e Portugal. Foi em Setúbal que percebemos que a comida por aqui não é muito cara – o que confirma as informações dos Guias de viagem que referem-se a Portugal como sendo um dos países mais baratos da Europa. Sorte minha! O nosso hotel localizava-se na principal avenida (Luisa Todi), onde existem inúmeros restaurante e a badalação acontece. Jantamos em um restaurante diferente a cada dia, experimentado frutos do mar preparados à moda portuguesa. A maioria desses restaurantes possui uma grelha estrategicamente colocada na calçada, além de uma vitrine exibindo peixes frescos. E também experimentamos “choco”, recomendação da coordenadora do curso: “Tem que comer!”. Era pra ter sido o frito, que é tradicionalíssimo em Setúbal, porém, comemos o grelhado, altamente recomendado pelo garçon. Acredito que durante uma viagem temos que ser viajantes, exploradores – e não somente turistas desconfiados e hesitantes. Era pra comer; comemos e descobrimos que não sabemos apreciar esse prato. A carne tem textura similar a da carne de polvo, da qual eu não sou muita fã. Mas, tudo bem – posso dizer que essa não é esse o meu prato de escolha em Portugal. ;)

De Setúbal fomos à Arrábida, uma região montanhosa. A subida faz parte da atração, pois pode-se ver o mar em diversas partes do percursso. Jantamos em um restaurante à beira-mar, ao pé da montanha, localizado no “Portinho da Arrábida”. Dali pudemos apreciar as gaivotas sobrevivendo... A sobremesa foi saboreada em outro sítio (lugar), na cidade chamada Azeitão. Em uma vendinha antiga saboreei uma torta do Azeitão, que me lembrou um rocambole com recheio à base de ovos. Última parada antes de retornar ao hotel: Palmela. Uma cidade pequinininha, cheia de prédios antigos e com um castelo, o que são coisas comum para Portugal, claro. Uma foto de longe, uma rápida contemplação de Setúbal vista de cima e Isabel conduziu Lisa e eu de volta para o hotel. Despedi-me de Sétubal no dia 26/6, (sexta-feira) pegando carona com uma brasileira que está fazendo o curso de mestrado em Terapia da Fala na Universidade onde estávamos trabalhando. Dalva, da Paraíba, veio acompanhando o noivo. No trajeto dividiu comigo experiências de ser estrangeira, bastante similar ao que eu passei nos EUA. E mais uma vez percebi que o sentimento de pertencer pode sempre ser expandido... Senti como se fôssemos velhas conhecidas. Ela ficou fazendo hora comigo enquanto eu esperava o trem das 21:39h para o meu próximo destino: Aveiro. A aventura final foi encontrar o meu lugar no vagão correto. Mais uma vez, repito, sempre há uma alma boa. Um rapaz percebeu que de viajar de trem eu não entendo nada e me perguntou qual era a minha “carrera” (vagão). “Vinte e dois”... “Essa é a onze. Venha comigo, pois a minha é a 21 – a sua é logo depois”. Achei. Duas horas e pouquinho depois chegava em Aveiro, onde meu amigo Ricardo me esperava na plataforma da estação...

3 comentários:

Anônimo disse...

Viajei...Adorei Portugal ! ;)

Ana

João Ferreira disse...

Então, não gostou do choco??? E não experimentou choco frito?? Pois eu também não gosto e já trabalho aqui há 5 anos e não consigo. espero que tenha gostado da estadia por cá.
Até Breve

ricardo_aveiro disse...

Amiga, que saudades...
Estou esperando seus posts sobre o Porto e sobre Aveiro. Quero saber que outras comidas você provou, pois os chocos são pra esquecer.

beijos, e aquele abraço...